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Mudamos para Novo Endereço (Na Web e Na Rua)

Olá Pessoal - estamos de casa nova, tanto na WEB como na RUA. Agora nosso consultório está na região do Brooklin, no começo da Berrini - Rua Dr. Geraldo Campos Moreira 164 - 3o andar. O telefone continua o mesmo: 11.55495581

E temos agora também um novo BLOG - http://docroger.blogspot.com. Confiram!



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 11h34
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Lesões do Ombro em Tenistas Master

Lesões de ombro são muito freqüentes no tênis, porém quando estas lesões acometem atletas com mais de 40 anos elas podem até mesmo fazer com que este pare de jogar tênis. Para isto, uma adequada avaliação médica é necessária, para que se possa prevenir que a lesão apareça.

Se perguntarmos se você já teve alguma dor no ombro jogando tênis, provavelmente a sua resposta será sim. Mas devemos diferenciar muito bem dor de lesão. A dor pode ser até mesmo normal, depois de você jogar muito, quando forçou demais o saque, ou está jogando com alguma raquete nova e ainda não está acostumado com ela. O problema é quando a dor vai gerando lesões estruturais no seu tendão ou cartilagem, e aí pode ficar complicado para jogar.
As lesões mais freqüentes do ombro do tenista são as tendinites de manguito rotador. O manguito é um grupo de 4 músculos, que seguram o ombro e mantém a sua estabilidade, para que ele possa fazer as suas funções no esporte. O ombro, por não ter uma estabilidade óssea adequada, necessita destes músculos funcionando bem para você jogar tênis sem dor.

Os tendões que são mais afetados no tênis são o infraespinal e supra-espinal, e muito em decorrência do movimento de saque. Quando a lesão vai ficando crônica os movimentos de forehand também são dolorosos, principalmente quando você pega as bolas atrasadas.

Todo tenistas deve se preocupar com as lesões de ombro, ainda mais os mais velhos. Com o tempo, os tendões tendem a sofrer um desgaste natural pela idade, e com o tênis este desgaste pode aumentar.
Se você é tenista e tem mais de 40 anos, seguem abaixo algumas dicas para prevenir as lesões de ombro:

  1. Se tiver uma dor no ombro que demore mais de 2 semanas, mesmo depois de você parar de jogar tênis, procure um médico ortopedista especializado no atendimento a atletas para fazer uma avaliação (os exames que são pedidos geralmente são o ultrassom ou a ressonância magnética)
  2. Se for a primeira dor no ombro, procure observar se você está dobrando os joelhos na hora da preparação do saque (flexão do joelho de menos de 75 graus pode sobrecarregar o ombro em até 30% a mais do que a carga normal do saque)
  3. Procure usar raquetes com algum tipo de maleabilidade (raquetes muito rígidas transmitem muita vibração para o braço)
  4. Evite usar tensões no encordoamento maiores do que 58 libras
  5. Procure fazer exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular (a região posterior do ombro pode ser difícil de alongar e fortalecer, por isso a supervisão de um professor de educação física pode ser necessária)
  6. Evite tratar as dores de ombro por muito tempo somente com gele (o gelo é bom para aliviar as dores, porém se você usar somente isso por muito tempo pode estar colaborando para deixar a sua lesão ficar crônica)

Abraços e bons jogos, curtindo a madrugado com o Australian Open



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 10h55
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Congresso Mundial de Medicina e Ciência do Tênis

Olá Pessoal

No próximo mês, na Bélgica, acontecerá o Congresso Mundial da STMS, sociedade que estuda a medicina e ciência do tênis. O congresso será realizado junto com o evento de tênis profissional feminino da Antuérpia, nesta bela cidade da Bélgica. Os interessados poderão se inscrever via internet, pelo site http://www.stms2007.be/

Haverá, aléma da parte médica, um congresso paralelo para fisioterapeutas e trainers interessados no tênis.

Acho que é uma excelente oportunidade de passear pela Europa e aprender um pouco mais da ciência deste esporte maravilhoso. Eu estarei por lá, e será um prazer ter mais brasileiros na audiência.

Abraços a todos e um ótimo final de semana



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 09h18
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ESTAMOS DE VOLTA - UM ÓTIMO 2007 para TODOS

Olá Pessoal

Depois de umas férias onde deu para revigorar as energias, voltamos com o blog. E que em 2007 tudo de bom, brindado com muita paz e saúde, venha para todas as pessoas de bem. E que as pessoas do mal se afastem e consigam encontrar o caminho do bem em breve.

Nesta ano muitas novidades para o nosso NEO estão por vir - aguardem as informações aqui no Blog e no Site (www.neoesporte.com.br)

O grupo continua crescendo, e nossa próxima reunião é no dia 23 de janeiro, no Centro de Estudos do Hospital São Luiz Itaim. Continuamos com a parceria que deu muito certo no ano passado, e além do mais, neste ano, estaremos com vários convidados como palestrante. Em breve divulgaremos a lista dos palestrantes confirmados.

Com relação aos trabalhos de pesquisa, continuamos na nossa linha de lesões esportivas e ortopedia - os interessando podem entrar em contato pelo telefone 11.5549-7109, e marcar uma reunião com Dr. Rogerio Teixeira da Silva. Estamos no momento com 8 projetos de pesquisa em andamento, encerramos mais 3 trabalhos que estão sendo enviados para publicação e temos como um objetivos de 2007 a elaboração de um evento que envolva médicos e fisioterapeutas, aqui em São Paulo.

Um bom ano a todos, e que em 2007 as consquistas possam aumentar - e que possamos ter mais tempo para curtir os nossos amigos e todas as pessoas que queremos bem

 



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 09h00
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LESÕES NA FASE DE CRESCIMENTO

Pessoal, seguindo o que falamos da iniciação esportiva hoje vamos falar sobre algumas lesões do atleta na fase de crescimento.

Como vocês devem supor, quando a criança está crescendo ossos e músculos crescem muito - de vem em quando notamos até um estirão, em determinada idade. Vocês já devem ter ouvido falar da famosa "dor de crescimento", tão conhecida de todos nós. Mas uma coisa eu posso garantir: nunca ví este termos nos milhares de artigos cietíficos e livros que já li. Este é um termo que ficou popular, mas literalmente crescer não dói. Quando dói alguma coisa deve ser pesquisada, pois pode ser uma dor muscular, uma dor óssea, ou um desequilíbrio entre grupos musculares em pessoas que praticam esportes.

Algumas das lesões que podem ocorrer no atleta em crescimento são conhecidas como osteocondrites, que geralmente ocorrem em ossos que estão crescendo e onde um tendão ou músculo está inserido (isto ocorre com maior frequencia no calcâneo, no joelho e no cotovelo). Estas lesões geralmente são auto-limitadas, mas devem ser investigadas com cuidado pois podem se encontrar dentro de articulações (como a osteocondrite do côndilo femural medial do joelho, que pode fazer com que uma parte do osso se solte e fique incomodando o joelho na prática esportiva).

Sempre que uma dor próxima de alguma articulação ficar constante (se manter por mais de 1 semana, por exemplo) isso deve ser pesquisado, e alguns exames podem ser pedidos. O importante é uma avaliação precoce para evitar as sequelas.

Um bom final de semana a todos, e até a próxima.



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 11h03
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Quando posso colocar meu filho para praticar esportes?

Esta pergunta é muito frequente no consultório. Geralmente nós respondemos esta pergunta para os pais com a palavra DEPENDE!

Mas depende do que?

Depende basicamente do tipo de esporte e do enfoque que os pais querem dar na vida esportiva dos filhos. Meu filho mais velho, que tem 4 anos, já faz judô na escola, com o Prof. Danilo (aliás ele foi promovido para faixa vinho na última semana). Mas as aulas são basicamente para que ele se divirta, aprenda algumas regras do judô como a disciplina e o respeito, mesmo quando se pensa em derrubar o amiguinho do tatami. É claro que eu não espero que o professor Danilo queira colocar ele em uma competição semana que vem.

Para atividades esportivas como o futebol e o tênis, aconselha-se que a partir dos 5 anos as crianças isto é saudável, mas em uma escola especializada com professores de educação física que saibam lidar com crianças, pois os movimentos não são os mesmos do esporte na infância maior e na adolescência.

Ao redor dos 7 anos a maior parte das crianças já deve ter desenvolvido as funções básicas de correr, pular, saltar, entre outras, e geralmente nesta idade é que se libera as crianças para uma atividade esportiva mais específica.

Cuidado com as competições em uma idade precoce (antes dos 11 ou 12 anos de idade). Os esportes antes desta faixa de idade devem funcionar muito mais como uma atividade lúdica para auxiliar no preparo para o futuro, caso ele ou ela queriam fazer um esporte competitivo.

Na verdade, mais uma vez a recomendação é de bom senso. Afinal, ninguém quer que o esporte seja mais um fator de estresse para os nossos filhos, não é mesmo?

Abraços a todos e até a próxima



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 16h03
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Outros cistos do joelho

Um outro cisto muito conhecido do joelho é o chamado cisto poplíteo.

Ele aparece na região posterior do joelho (na parte de trás da perna, bem no local da dobra do joelho).

Este cisto também é considerado benigno, e no início na maior parte das vezes ele é pequeno e não causa sintomas. Muitas pessoas fazem exames do joelho para ver outros problemas (lesões de menisco, ligamento, etc.) e o cisto aparece como um achado do exame, sem sintomas aparentes.

Existem dois tipos: num deles exsite comunicação com a cápsula articular do joelho, e neste caso geralmente ele se associa a lesões de menisco. O outro tipo é externo a articulação, não tendo relação com lesões meniscais.

Quando o cisto comprime estruturas nervosas e é muito grande tem que ser retirado cirurgicamente, e a cirurgia não é muito complicada. Cistos pequenos e sem muitos sintomas podem ser tratados clinicamente. Praticamente nenhum se torna maligno.

Aproveito para deixar o meu abraço a todos os membros do NEO, que ontem encerrou mais um ano com uma reunião muito gostosa no La Gloria Pizza Bar em Moema. Deixamos aqui o nosso agradecimento para a Merck Sharp Dhome, que nos auxiliou durante este ano com as reuniões, e ao Centro de Estudos do Hospital São Luiz, outro grande parceiro que faz com que nosso grupo cada vez cresça mais.

Até a próxima, gente!



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 19h48
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Devo me assustar se tiver um cisto no joelho?

Esta pergunta é muito interessante, pois sempre que se fala em cistos e tumores os pacientes se assustam muito ( e com razão, já que às vezes estas lesões podem ser graves).

No caso de cistos no joelho, o local onde isto é mais frequente é a região lateral (externa), e geralmente isto ocorre devido a uma lesão de menisco lateral. O cisto se forma pois há uma comunicação entre a lesão interna do joelho e a parte externa da cápsula articular - um mecanismo de válvula se forma logo em seguida, fazendo com que o líquido sinovial do joelho saia e gradativamente forme o cisto (com este mecanismo de válvula o líquido sai porém não retorna, gerando o cisto).

Um exame de ressonância magnética diagnostica bem as lesões internas (meniscais) e o cisto, e geralmente a conduta é tratar a lesão meniscal por artroscopia e ver se o cisto precisa ser retirado com outra incisão externa ou não (por vezes o tratamento da lesão meniscal resolve, pois o cisto vai se reabsorvendo e diminuindo de tamanho - eventualmente pode ser necessária uma incisão externa, principalmente em cistos volumosos).

Algumas lesões císticas são perigosas, e falaremos a partir de amanhã nisso.

Qualquer dúvida entrem em contato.

Até amanhã pessoal.



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 09h27
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Tênis do Brasil faz bonito no Eddie Herr

Começamos muito bem a semana, pessoal.

O nosso querido Nicolas Santos, da EGA Tennis Academy, foi campeão da categoria principal do Eddie Herr Tennis, importante torneio infanto-juvenil disputado nos Estados Unidos.

O jogo final foi muito bom, e Nicolas marcou um implacável 62/64 em Philip Bester, o queridinho da Academia Bolletieri de Tênis. Parabéns Nicolas, e continue com a mesma disposição. Estendo meus parabéns também ao Luis Faria e a toda equipe EGA, onde compartilho do prazer de trabalhar cuidando da saúde destes meninos em forma de adulto.

E que venham mais títulos, pois todo trabalho bem feito é recompensado mais cedo ou mais tarde.

Boa semana a todos - amanhã voltaremos a falar de lesões e doenças do esporte.

 



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 15h23
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Defesa da Tese de Doutorado - UNIFESP

Olá Pessoal

Estarei em recesso com os informes do blog até a próxima segunda feira. Na sexta-feira dia 01 de dezembro, às 9:00 horas, vou fazer a minha defesa pública da tese de doutorado.

Para quem for de São Paulo, o convite está feito. A defesa pública será realizada no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP, situado a Rua Borges Lagoa n. 783, 5o andar.
Os interessados podem entrar em contato pelo telefone para assistirem a defesa (o anfiteatro é pequeno, por isso quem quiser tem que ligar no telefone 11.5549-7109 e falar com Claudete).

Abraços pessoal, e até a semana que vem



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 16h01
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Cirurgia de coluna é colocada em cheque...mas será que isto é verdade?

Uma matéria publicada neste final de semana em um grande jornal de São Paulo colocou muitos pacientes em dúvida. Se trata de uma reportagem sobre um trabalho publicado no JAMA, um jornal importante da literatura médica, na última semana. O artigo fala sobre o programa SPORTS, um trabalho muito interessante que foi estudado para avaliar a necessidade ou não de tratamento cirúrgico imediato para os problemas de hérnias de disco da coluna.
Como sabemos, a hérnia de disco é uma patologia que pode ser resolvida de forma clínica ou cirúrgica, e muitos médicos indicam precocemente a cirurgia. As conclusões deste estudo observacional mostrou que os melhores resultados em termos de melhora da dor imediata foram nos pacientes submetidos a cirurgia, mas também mostrou que a melhora de longo prazo foi a mesma quando se comparou os grupos onde a cirurgia foi realizada e os indivíduos que foram tratados por fisioterapia e medicamentos. O problema da matéria publicada no jornal brasileiro é que o dado benéfico da cirurgia foi omitido, e ficou-se com a impressão de que a cirurgia é desnecessária.
Isto absolutamente não é verdade, e não foi a conclusão do trabalho. Para aqueles que se dão bem com o inglês transcrevo aqui o que foi dito na conclusão do trabalho:

"Conclusions: Patients with persistent sciatica from lumbar disk herniation improved in both operated and usual care groups. Those who chose operative intervention reported greater improvements than patients who elected nonoperative care. However, nonrandomized comparisons of self-reported outcomes are subject to potential confounding and must be interpreted cautiously."

O que deve ser ressaltado no trabalho é que realmente, para quem quer tentar o tratamento não cirúrgico, como opção, isto não faz com que grandes complicações advenham desta decisão. Em nenhuma hipótese deve ser formulada a postulação de que a cirurgia não melhora os pacientes com dor em decorrência da hérnia, pelo menos a vista do que foi publicado neste trabalho.

Eu acredito que isto tenha sido colocado em um segundo plano devido ao impacto do trabalho em sí, e por isso fiz questão de colocar isto no blog hoje pois alguns pacientes ficaram preocupados com os resultados e interpretaram a matéria de outra maneira.

Em nenhum instante deixo aqui de ressaltar a importância da imprensa nestes temas, pois sempre devem ser destacados os trabalhos que mais interessam a população não médica. O que quero lembrar aqui é que eventualmente alguns dados são mal interpretados e podem causar confusão aos doentes, que são o principal objetivo da nossa vida médica.

Abraços a todos, e caso tenham algumas dúvidas sobre isto é só entrar em contato



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 16h45
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PUBEÍTES...

O tenista chileno Marcelo Rios já sofreu na sua vida esportiva de pubeíte, lembram? Muitos outros atletas de futebol, como Marcelinho Carioca, também já souberam o que causa de dor esta patologia. Porém o que pouca gente sabe é como funciona esta doença, que praticamente só é encontrada em atletas.

            Esta lesão é praticamente restrita a esportistas, sendo rara a sua ocorrência em pessoas que não praticam esportes. Ela se caracteriza pelo desgaste da sínfise púbica, pequena articulação que fica localizada na região anterior (na frente) da bacia. Esta lesão costuma acontecer em atletas de futebol e em corredores, e geralmente decorre do desequilíbrio muscular que ocorre não só na bacia como em todo membro inferior. Em atletas de tênis a lesão é pouco frequente, porém recentemente tratei de dois tenistas juvenis com este problema.

            Inicialmente a lesão se manifesta por dor na região afetada, e nesta fase a lesão é classificada como uma pubalgia (que pode ser traduzida por dor no pubis). Neste momento a lesão pode ser confundida com duas doenças que devem sempre ser excluídas na hora do diagnóstico: a hérnia inguinal (ou abdominal) e a lesão muscular do adutor (virilha). Nestas duas patologias a dor pode se manifestar da mesma maneira, e não é tão difícil ser feito um ou outro diagnóstico de maneira equivocada. Por isso é que a avaliação cuidadosa é necessária nesta fase. Posteriormente, o desequilíbrio muscular continua e começam a ser observadas degenerações (desgastes ósseos e cartilaginosos) nesta articulação, que podem ser vistas em uma radiografia simples.

            Sempre deve ser feita uma avaliação por um cirurgião gástrico especializado, pois até 50% dos atletas com pubeíte podem apresentar algum tipo de hérnia, mesmo que esta seja de característica sub-clínica (ou seja, não está causando sintomas significativos). Outro dado que deve ser excluído é a lesão muscular abdominal, também rara em atletas, que pode confundir com os dois diagnósticos anteriores (hérnia abdominal e pubeíte).

            Sempre que possível, exames complementares devem ser solicitados, para se esclarecer o diagnóstico. O RX simples demonstra muito bem a lesão na fase crônica. A ressonância magnética demonstra bem a cartilagem, e até mesmo a tomografia pode trazer dados muito fieis com relação a lesão específica.

            O tratamento inicial é sempre clínico, através do afastamento do esporte por um período de 2 a 4 semanas em média, que pode ser mais prolongado (depende da fase da doença), uso de anti-inflamatórios não hormonais e tratamento fisioterápico. A fisioterapia visa o reequilíbrio da musculatura ao redor da sínfise púbica.

            Quando a fisioterapia e o tratamento médico não dão resultado por um período de 3 a 4 meses a cirurgia está indicada, e o que se faz é uma raspagem da sínfise púbica. Além disto, você aproveita o mesmo ato cirúrgico para observar se existe algum músculo muito tenso (geralmente o reto abdominal ou adutor), e você faz uma pequena liberação para diminuir a tensão no local, visando o melhor equilíbrio da bacia. O retorno ao esporte se dá (em média) por volta do 4o mês após a cirurgia.

            Lembre-se que esta lesão existe e que pode ocorrer, e inicialmente pode ser só uma suspeita de lesão muscular.

            Até a próxima pessoal !



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 11h03
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Lesões da coluna no esporte podem simular tumores

Casos raros podem fazer com que muitos médicos e pacientes deixem de saber que uma doença está ocorrendo, e isto pode fazer com que se deixe de iniciar um tratamento na fase mais adequada.
Os tumores são lesões por muitas vezes silenciosas, e muitos deles demoram para ser tratados pois outros diagnósticos podem ser feitos antes de se ter a idéia de que um tumor está se inciando.

Na região da coluna, especificamente, muitas lesões podem simular tumores, principalmente pelo fato da dor nas costas ser uma diagnóstico muito frequente de ser feito. Lesões como metástases de tumores de mama, próstata e intestino podem se situar na coluna. Outros tumores ósseos primários também podem se localizar na coluna, apesar de serem raros.

O importante é passar a mensagem de que quando uma dor vai demorando muito tempo para passar deve ser investigada. Em outros locais do organismo, como no joelho e quadril por exemplo, isto também pode servir como regras, pois muitos tumores simulam tendinites ou inflamações articulares.

Sempre procure um médico se a sua dor não está melhorando conforme o esperardo após o uso de analgésicos, e sempre que possível lembre que lesões tumorais podem estar ocorrendo. Este é o único meio de fazermos com que a sobrevida destes pacientes seja maior.

Abraços a todos



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 07h28
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Voltando de umas férias meio forçadas...

Olá Pessoal

Desculpem a ausência, mas as viagens para congressos me mataram nesses últimos 12 dias.

Retornamos hoje e já com a carga toda, em mais um dia de reunião do grupo de estudos.

Segue a programação de hoje, lembrando que a reunião continua sendo no Centro de Estudos do Hospital São Luiz Itaim.

Dia 21 de novembro - Anfiteatro do Centro de Estudos do HSL - Itaim
** 19:00hs - Reunião sobre Trabalhos Científicos em Andamento + CoffeeBreak
** 19:30hs - Aula 1 (40 minutos) - Manejo da dor ortopédica - Conceitos Atuais - Dra. Fabíola Peixoto (Coordenadora do Grupo de Dor do Hospital São Luiz e do Hospital Albert Einstein
** 20:15hs - Aula 2 (40 minutos) - Lesões Tumorais simulando lesões esportivas - Prof. Dr. Reynaldo Jesus-Garcia Filho (Professor Livre Docente - Chefe do Grupo de Tumores
Ósseos do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP-EPM)
** 21:00hs - Discussão / Sessão de Perguntas
** 21:30hs - Informes sobre o encerramento do Ano (preparem-se, que será muito bom - estamos quase fechando a nossa reunião social de fim de ano num lugar bem legal) / Atualização sobre o andamento da pessoa jurídica OSCIP - NEO / Cronograma de Atividades para 2007 - Dr. Rogerio Teixeira da Silva.

Os interessados em participar que ainda não sejam do grupo, por favor entrem em contato pelo email ou pelo telefone 11.5549-7109.

Nos vemos por lá.

Boa semana a todos.



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 09h13
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CASOS INTERESSANTES EM MEDICINA ESPORTIVA

Você já deve ter ouvido dizer que muitas lesões fazem a gente ficar meio confuso, pois muita coisa pode estar acontecendo sem a gente, como médico, saber direito o que ocorre.

Isto é muito importante na nossa vida clínica, e a isto costumamos dar o nome de diagnóstico diferencial. Por isso é que o conhecimento e o estudo na nossa área são elementos fundamentais de um bom seguimento clínico, pois somente conhecendo o maior número de possibilidades diagnósticas é que podemos achar "agulha em palheiro".

Há cerca de um ano atrás atendí um tenista que jogava futebol e que se queixava de dores lombares, que se irradiavam para a perna, típicas de uma hérnia de disco (ele na verdade trouxa uma ressonância magnética que tinha no laudo uma pequena protrusão discal, um lesão que pode ter sintomas parecidos com hérnia).

Após um exame, resolvi pedir uma ressonância da parte mais inferior da coluna, e da bacia, pois as dores eram estranhas e irradiavam para a região das nádegas. Apesar de ele ter sido tratado anteriormente por cerca de 4 meses, ainda persistia com esta dor, que depois de algum tempo começou a se espalhar para baixo. Para surpresa do radiologista e minha, o paciente nesta ressonância apresentava uma nova lesão, uma fratura por estresse da região do sacro (o final da coluna), uma lesão raríssima no esporte.

Para vocês verem que nem tudo que parece na nossa especialidade é, e lembre-se sempre de que um bom exame clínico, colocando-se a mão no paciente, pode fazer com que você tenha uma chance maior de elucidar diagnósticos raros.

Abraços a todos e até semana que vem - vou ficar de recesso até o feriado do dia 15 de novembro, pois participarei do Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, maior evento da ortopedia nacional, que está sendo muito bem organizado pelo Dr. Machado no Ceará, em Fortaleza.



Escrito por Dr. Rogerio Teixeira da Silva às 17h09
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